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terça-feira, 29 de março de 2011

Fornecedores para usinas estão confiantes

Para chegar ao índice de 0,69 de confiança dos fornecedores do setor sucroenergético, os responsáveis pelo levantamento consideraram oito itens -com respostas dos próprios empresários- para embasar o resultado.
O objetivo, de acordo com Maurício Jorge Pinto de Souza, professor do Departamento de Economia da FEA e responsável pela metodologia, foi encontrar uma ponderação que refletisse a maneira como os gestores avaliam condições do mercado.

As 125 empresas que responderam à pesquisa avaliaram aspectos atuais e expectativas sobre a economia brasileira, o sistema agroindustrial sucroenergético, as condições dos fornecedores do setor como um todo e de suas próprias empresas.
Para cada um dos oito itens (quatro atuais e quatro futuros), atribuiu-se um valor e, por meio de uma média simples, definiram-se dois índices (um atual e outro futuro). Por fim, uma média ponderada entre eles fornece o nível de confiança.

Valores acima de 0,50 pontos indicam que os empresários estão confiantes. Segundo Souza, os pontos atribuídos às expectativas têm peso maior no cálculo.
Os 0,69 obtidos em fevereiro indicam uma confiança dos fornecedores do setor maior que a dos empresários em geral, que foi de 0,61 no primeiro bimestre, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Açúcar ganha mais força na malha da ALL

Logística: Parceria com Noble Group agrega 1 milhão de toneladas à rede

Leandro Martins Gasparin, gerente comercial das áreas de açúcar e fertilizantes da
ALL: a partir de parcerias com clientes, açúcar deverá "desbancar" soja

O açúcar deverá "desbancar" a soja em grão e se tornar o produto - agrícola ou não - mais transportado pela malha ferroviária da América Latina Logística (ALL) nos próximos anos. Parceria recém-assinada pela companhia com a trading asiática Noble Group deverá agregar um movimento de mais 1 milhão de toneladas em São Paulo a partir de 2012, turbinando um volume total de açúcar que em 2011 já deverá ultrapassar a barreira de 10 milhões de toneladas.

De acordo com Leandro Martins Gasparin, gerente comercial das áreas de açúcar e fertilizantes da ALL, com esse aumento a tradicional liderança da soja em grão nos trilhos da empresa deverá ser superada, ainda que a soma entre os movimentos de grão e farelo tenda a manter o chamado "complexo soja" no topo. Tanto o açúcar quanto a soja vivem bons momentos nos mercados internacional e doméstico, com demanda aquecida e preços nas alturas.

ALL e Noble já mantêm acordo para o escoamento de grãos, e o estreitamento da relação a partir da nova parceria em açúcar segue um dos modelos preferidos pela companhia de logística. O Noble fará um investimento de R$ 45 milhões em um terminal de transbordo ferroviário de açúcar em Votuporanga, no interior paulista, e a ALL, em contrapartida, garantirá o escoamento do produto, sobretudo ao porto de Santos, para exportação.

O terminal de Votuporanga só deverá entrar em operação em meados de 2012. Mas, como a parceria da ALL com a Rumo Logística, controlada pela Cosan, também deverá gerar um movimento superior a 8 milhões de toneladas de açúcar em 2011, Gasparin estima que o volume total da commodity escoado aos portos de Santos e Paranaguá, no Paraná, já será superior a 10 milhões de toneladas neste ano.

Neste caso são "toneladas úteis", como frisa o executivo da ALL. Na tabela ao lado, que mostra a movimentação de commodities na estrutura da empresa nos dois últimos anos, o indicador utilizado é a "tku", ou tonelada por quilômetro útil. "O aumento dos investimentos dos clientes na ferrovia é estratégico", diz Gasparin. Em Votuporanga, a capacidade estática será de 75 mil toneladas. E o volume inicialmente previsto de 1 milhão de toneladas, segundo a ALL, poderá depois crescer para 2,5 milhões.

"A Noble do Brasil sente-se honrada em investir na região, promovendo crescimento econômico e gerando empregos", afirma Maurício Mizhari, presidente da subsidiária, em comunicado conjunto divulgado pelas empresas. Procurado pelo Valor, o Noble Group não concedeu entrevista.

Em dezembro passo, a trading asiática surpreendeu o mercado e adquiriu as duas usinas do Grupo Cerradinho, de Catanduva, também em São Paulo. Antes desse negócio, já contava com duas unidades sucroalcooleiras, em Sebastianópolis e em Votuporanga. Quando estiverem com capacidade plena, essas duas últimas terão capacidade para processar entre 9 milhões e 10 milhões de toneladas por safra.
No acordo firmado com a ALL, o Noble também se comprometeu a reformar 240 vagôes graneleiros destinados ao transporte de açúcar, de acordo com a ALL.

Usinas eólicas chegam ao mercado livre

Energia: CPFL e Tractebel anunciam investimentos de R$ 1,2 bilhão, num total de 300 megawatts

Wilson Ferreira Junior, presidente da CPFL, diz que novos projetos precisam garantir retorno mínimo ao acionista

A energia dos ventos vai efetivamente chegar ao mercado livre neste ano. Em menos de cinco dias, duas grandes empresas do setor, a CPFL Energia e a Tractebel, anunciaram investimentos de R$ 1,2 bilhão em dez parques eólicos que terão capacidade de gerar 300 MW. Essa energia será comercializada exclusivamente neste mercado. As duas empresas abrem assim um potencial de mercado que está sendo muito cobiçado pelos grandes fundos de 'private equity' no país, que hoje tem participações em empresas de energia e estão interessados em rentabilizar mais efetivamente os projetos de energias alternativas por meio da venda a consumidores livres.

O presidente da CPFL, Wilson Ferreira Junior, diz que seus acionistas aprovaram um investimento de R$ 600 milhões em cinco parques que terão capacidade de gerar 150 MW. Ele explica que os projetos tendem agora a sair do papel porque o governo regulamentou a forma de medir a chamada energia assegurada desses empreendimentos. Esse cálculo permite obter quanto de energia, na média, é gerada durante o ano. Com os investimentos já comprometidos pela CPFL em leilões do governo federal, o total de projetos eólicos vai somar R$ 1,5 bilhão a serem aplicados em dois anos. Todos eles com turbinas da alemã Wobben.

A empresa, entretanto, ainda tem muitos desafios pela frente para conquistar mercado de geração nos próximos anos. De fora dos grandes empreendimentos hidrelétricos da Amazônia leiloados nos últimos anos, a empresa se prepara para participar da disputa das usinas da bacia do Teles Pires e também do rio Tapajós. Mas Ferreira garante que vai priorizar o retorno mínimo a seus acionistas.

O último leilão em que a CPFL participou foi o da hidrelétrica de Teles Pires. Com uma tarifa um pouco superior a R$ 70, a empresa (associada à Cemig e Andrade Gutierrez) perdeu a disputa para Neonergia, que ofereceu R$ 58 de tarifa. Como Neoenergia e CPFL têm um sócio em comum, a Previ, logo o mercado entendeu que seria a Camargo Corrêa o acionista que estaria travando o crescimento em geração da empresa.

No passado, executivos da Previ entendiam que havia um conflito latente na CPFL já que a Camargo é uma construtora e disputa contratos para as construções de hidrelétricas. Por seu lado, a Neoenergia teria mais liberdade de contratar a construtora que desse o menor preço. A nova administração do fundo de pensão, entretanto, não tem essa visão da empresa, mas está atenta à competição que existe no mercado construção pesada e como isso influencia a CPFL.

Mas não foi só a CPFL que perdeu o leilão de Teles Pires. Outra gigante do setor, a GDF Suez, saiu do leilão na última hora apesar de ter a Eletronorte, empresa que mais estudou o projeto, como sócia na disputa. A empresa tem seus próprios problemas com as usinas de Jirau e Estreito, que tiveram seus custos elevados ao longo da construção. Dessa forma, Teles Pires acabou se tornando bastante arriscada. A usina tem menos de quatro anos para ser construída e não tem ainda licença ambiental. Os acionistas da GDF Suez na Europa não aprovaram que a empresa no Brasil sequer desse um lance no leilão.

E parece ser na energia eólica que estes grupos vão buscar rentabilizar seus sócios em novos investimentos de geração. A subsidiária do grupo franco belga, a Tractebel, anunciou na semana passada que seu conselho de administração aprovou um investimento de R$ 625 milhões em cinco parques eólicos e toda a energia será vendida no mercado livre. Os equipamentos serão fornecidos pela Siemens e o pacote eletromecânico é da WEG. Os parques têm previsão de ficarem prontos em outubro de 2012. Os da CPFL estão previstos para o terceiro trimestre de 2013 e ainda dependem da aprovação da energia assegurada pela Aneel.

As duas empresas são tradicionais no setor de comercialização. Por produzirem energia hidráulica, elas acabam competitivas pois, têm os riscos de perdas comerciais quando minimizados caso os ventos não soprem. A complementariedade às hidrelétricas é bastante efetiva. Por este motivo, quem está de olho nesse mercado é a Omega Energia, empresa que gera energia por meio de pequenas centrais hidrelétricas e pertence aos fundos Tarpon e Pincus (um dos maiores do mundo). Recentemente, o presidente da Omega, Antônio Augusto Bastos, disse ao Valor que em função dos preços apertados da energia eólica nos leilões do governo, seria no mercado livre que a empresa iria maximizar retorno.

Usinas solares iniciam operação comercial no Brasil

Os grandes consumidores de energia do Brasil poderão, em breve, adquirir energia solar no mercado livre, ainda que, de início, a preços elevados.
A Eletrosul, empresa do sistema Eletrobras, inicia a construção, em Florianópolis, de uma usina para captar luz do sol. Deve gerar a partir do ano que vem.
Outro projeto, da MPX, entra em operação no final de abril no Ceará.
"Não há parques do tipo no país. Ainda são comuns apenas os coletores residenciais", afirma o presidente da Eletrosul, Eurides Luiz Mescolotto, que embarcou para a Alemanha nesta semana para tratar do financiamento com o banco KfW, instituição que já atua no negócio de crédito de carbono no país.


A usina deve gerar 1,2 GWh/ano. O volume vai para a rede de distribuição.
Ainda incipiente no Brasil, para as empresas que contratarem a energia solar, o modelo deve ser mais útil como marketing. Os preços ainda não foram estimados.
"Vai ser cara por causa dos equipamentos, que são importados, e que, por isso, não podem ser financiados pelo BNDES aqui.
Mas vamos oferecer um selo verde, que atesta o uso de energia limpa pela empresa que consumir", afirma.
"É um negócio comum na Europa e está ganhando peso no Brasil", diz Marcelo Mesquita, da Abrava (associação de refrigeração, ventilação e aquecimento).
A MPX já montou 4.680 painéis. Seu projeto começa com capacidade de 1 MW, mas já tem autorização ambiental para 5 MW e área para 50 MW.


Por "questões estratégicas", a empresa também não comenta ainda sobre preços. O apoio financeiro é do BID.

Usiminas faz investimento em Ipatinga

A Usiminas irá até o final deste ano tornar sua usina de Ipatinga (MG) autossuficiente na produção de aço líquido desgaseificado, uma matéria-prima para a produção de aços galvanizados e de chapa grossa, próprios para a indústria automobilística e de óleo e gás. Atualmente, a empresa traz parte deste insumo da subsidiária Cosipa, em Cubatão (SP). A unidade paulista concentra no momento o maior investimento na atividade de produção de aço da Usiminas e não terá mais excedente de insumo para mandar à unidade mineira.

Ao longo deste ano, a empresa irá investir R$ 152 milhões na modernização da aciaria 2 e a capacidade de produção do aço líquido irá passar de 1 milhão para 1,8 milhão de toneladas anuais, ou 40% da capacidade total de produção de Ipatinga. Segundo o diretor de engenharia da empresa, Marcos Paulo Penna Cabral, os equipamentos que estão sendo instalados, fornecidos pela subsidiária Usiminas Mecânica e pela acionista Nippon Steel - divisão de engenharia -, vão permitir a retirada de impurezas do aço. Esta purificação também aumenta a maleabilidade do aço, ponto fundamental para o fornecimento para a indústria automobilística. Neste semestre, a empresa inaugura nova linha de aços galvanizados, apta a fazer 500 mil toneladas/ano, cujo mercado alvo é o automobilístico.

Cabral não soube precisar os valores, mas parte dos recursos virão dos bancos estatais de fomento do Brasil e do Japão - o BNDES e o JBIC. "Hoje somos os únicos produtores nacionais de chapas grossas e esta nossa capacidade de atender a produtos de alta qualificação vai nos dar uma vantagem comparativa muito grande no mercado na hora em que entrarem concorrentes na produção nacional", afirmou.
Outros grupos siderúrgicos, como o Gerdau, começam a se preparar para produzir chapas grossas no país. O grupo de origem gaúcha, proprietário da Açominas, em Ouro Branco (MG), está instalando na usina dois laminadores - um de chapa grossa e outro de aços laminados a quente.

O investimento em siderurgia concentra 63% das inversões totais da Usiminas anunciadas para este ano. Dos R$ 2,8 bilhões que a empresa pretende aplicar em 2011, R$ 1,773 bilhão serão canalizados para a siderurgia, que sempre foi a principal atividade da empresa. O principal investimento em curso é o laminador de tiras a quente em Cubatão. A entrada em operação do equipamento fará com que toda sua produção de aço líquido seja consumida na própria unidade.

A companhia vem investindo na mineração de ferro - sua principal matéria-prima - e em operações portuárias. Outro foco é a geração de energia, a partir de recuperação de gases das aciarias e coquerias. "Nosso objetivo é sermos 100% autossuficiente em energia até 2015, afirma o presidente, Wilson Brumer. A empresa irá investir neste ano R$ 550 milhões na área de mineração para aumentar a capacidade de extração de minério de ferro.

Petrobras compra pouco, dizem fabricantes

O slogan do Prominp, programa coordenado pelo governo para aumentar a participação das empresas nacionais como fornecedoras de bens e serviços da indústria de petróleo e gás, diz: "Agora é assim - tudo que pode ser feito no Brasil tem que ser feito no Brasil." Na prática, porém, especialistas e fornecedores da indústria reconhecem que não tem sido assim.

Os fabricantes reclamam que a Petrobras, maior operadora e investidora do país, compra muito pouco no mercado brasileiro. A estatal informa que houve grande aumento na política de contratação de bens e serviços no setor de óleo e gás. Segundo a empresa, o conteúdo nacional mínimo passou de 57%, em 2003, para 77,34%, em 2010. Mas para fontes do setor o percentual é menor porque equipamentos importantes, incluindo grandes máquinas dos módulos de geração e compressão das plataformas, por exemplo, continuam sendo importados.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, avalia, porém, que a indústria brasileira fornecedora de bens e serviços "está ganhando competitividade de maneira muito rápida e a política de imposição de conteúdo local, amparada na busca de preços, prazos e qualidade competitivos, tem sido a mola-mestre desse desenvolvimento".
Lobão disse que a exigência de conteúdo local não pode ser considerada uma política de reserva de mercado. Existem incentivos importantes que beneficiam as empresas nacionais, diz. "Posso afirmar que o setor que fornece bens e serviços para a indústria do petróleo é um dos segmentos mais desonerados do país, no que se refere a tributos federais."

Lobão informou ainda que "os fornecedores da Petrobras e toda a cadeia de fornecedores desses fornecedores já dispõem de acesso a crédito (não apenas do BNDES) com condições bastante atrativas."

Ele admitiu que as plataformas e navios construídos no Brasil ainda são mais caros do que no exterior, mas acha que não é possível ignorar o fato de que existe manipulação artificial de moedas por parte de alguns países exportadores e também a adoção de subsídios e trabalhos sub-remunerados. "Mas o nosso entendimento é de que não se sai da condição de não supridor para a condição de supridor e competitivo sem que se passe por uma curva de aprendizagem."

Lobão afirmou que as primeiras plataformas produzidas no país custavam 30% a mais do que no mercado asiático, o que atribui ao fato de aqueles estaleiros já serem investimentos maduros com alto grau de automação. "Essa diferença, nas últimas plataformas, já caiu para algo em torno de 10% e as sete sondas de perfuração recém-contratadas pela Petrobras foram arrematadas pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS) dentro do preço esperado", ressalta Lobão. No mercado, há dúvidas se o EAS conseguirá entregar as sondas no preço prometido, de US$ 664,28 milhões por unidade.

O ministro disse ainda que a política de conteúdo local não limita o desenvolvimento, vai permanecer e deve até ser ampliada, já que o governo "vem trabalhando em conjunto com operadoras e supridoras de bens e serviços para propiciar a elevação das exigências de conteúdo local hoje praticadas". Segundo Lobão, a posição do Ministério de Minas e Energia, e também do governo federal como um todo, é de que a exploração dessa riqueza não deve trazer benefícios apenas para as empresas de petróleo, mas também para toda a população.

"O desenvolvimento de uma indústria forte e competitiva enquadra-se nessa premissa, gerando empregos e renda no país e abrindo espaço para investimentos que deverão modernizar nosso parque industrial, possibilitando até mesmo a exportação de bens e serviços", afirma o ministro. (CS e FG).

Pequenos reclamam da exigência de certificação

A certificação do conteúdo local preocupa pequenos operadores e fornecedores da indústria de petróleo, que veem o mecanismo como fator de aumento de custos. A medida, introduzida a partir da 7ª rodada de licitações, em 2005, exige que o concessionário obtenha dos fornecedores de bens e serviços as devidas certificações de seus produtos. As atividades de certificação são executadas por entidades credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Paulo Buarque Guimarães, secretário-executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), disse que a certificação está elevando o custo dos projetos. Segundo ele, está sendo difícil obter os certificados de conteúdo local porque muitas vezes o fornecedor não está preparado. Guimarães disse que, em média, os associados da Abpip só certificaram até agora entre 15% e 20% dos itens certificáveis.

Já a Petrobras tomou a iniciativa de contratar certificação de cumprimento do conteúdo local mesmo para projetos cujos contratos foram assinados antes da exigência da ANP, em 2005. "A Petrobras foi muito proativa nisso. Está aferindo mesmo em projetos em que não precisa. E com isso ela está enxergando melhor a metodologia de conteúdo local. A Petrobras está vendo o que de fato é um problema e o que não é", afirmou Magda Chambriard, diretora da ANP.

Especialistas próximos de empresas de petróleo dizem, no entanto, que é difícil a verificação do compromisso de conteúdo local. Antes da 7ª rodada a comprovação do conteúdo perante a ANP era declaratória. Bastava o concessionário apresentar uma nota fiscal de empresa brasileira com declaração do fornecedor de que o item era de origem nacional.

Guimarães, da Abpip, diz que a entidade propõe que não haja exigência de certificação na fase de exploração e que na fase de desenvolvimento da produção itens abaixo de determinado valor não deveriam ter certificação. Ele criticou o conteúdo local: "O mecanismo não é suficiente para ter uma indústria forte, só está aumentando o custo Brasil." (FG e CS).