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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Grupo São Martinho contabiliza lucro líquido recorde

BALANÇO

DE RIBEIRÃO PRETO - O grupo sucroenergético São Martinho S.A. encerrou o exercício financeiro de 2011 com endividamento líquido de R$ 486,6 milhões, queda de 41% ante o mesmo período de 2010.
De acordo com a empresa, o valor foi obtido por causa da forte geração de caixa nos últimos 12 meses, combinado com o primeiro aporte da Petrobras Biocombustível S.A. na Nova Fronteira S.A., joint venture entre o grupo e a estatal.
Ainda de acordo com a empresa, após o segundo aporte da Petrobras, de R$ 163 milhões, previsto para ocorrer até o final do ano, o endividamento deverá cair mais R$ 120 milhões. O primeiro aporte foi de R$ 250 milhões.
O lucro líquido do grupo registrou recorde de R$ 142,3 milhões. A São Martinho tem três usinas no Brasil, entre elas a maior do país.

Bertin vende ativos e busca sócios para concluir usinas

Bertin vende ativos e busca sócios para concluir usinas
28 de junho de 2011 | 18h 41

KARLA MENDES - Agencia Estado
BRASÍLIA - Para levantar capital e continuar à frente das seis usinas termelétricas em atraso que foram alvo de decisão hoje da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Grupo Bertin está vendendo ativos e já negocia um sócio para o empreendimento. "O empreendedor desmobilizou ativos contra sua vontade com a PCH Sacre 2 ao grupo Brookfield. Estamos em negociação para a venda de mais duas PCHs de nosso parque renovável e mais 2 UTEs (termelétricas) a gás, cujo pedido de transferência acionária já foi submetido à Aneel, além de outras UTEs", revelou Inaê Lobo, diretora jurídica do Grupo Bertin.
A empresa também já efetuou a compra de lastro, segundo ela, para o complexo das seis usinas até julho, além do contrato de combustível para as termelétricas e está em busca de um sócio para os empreendimentos. "Estamos negociando a entrada de investidores estrangeiros estratégicos. Não podemos divulgar os nomes, pelo acordo de confidencialidade. O processo de duo diligence está em fase final", ressaltou.
Segundo Inaê, o grupo negocia recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e financiamento internacional. As usinas, segundo ela, são a "meta maior" do grupo. A advogada declarou-se "parcialmente satisfeita" com a decisão da Aneel, e evitou falar se a empresa acionaria a Justiça para obter a dilatação do prazo para entrada em operação das usinas em sete meses.
Decisão
Hoje, a Aneel acatou parcialmente o pedido de reconsideração do grupo para a data de adiamento do início da operação de seis usinas termelétricas, que deveriam ter entrado em operação em janeiro deste ano. O órgão regulador já havia tomado uma decisão sobre a questão no fim de março, sem direito a recurso, negando o pedido da empresa para postergação da data de suprimento das usinas. O Bertin, no entanto, entrou com mandado de segurança para ter direito a nova apreciação da diretoria colegiada da agência.
Depois do mandado de segurança e da sustentação oral da empresa, o órgão regulador reviu parcialmente a decisão anterior e atendeu parcialmente o pedido da empresa, excluindo do período de atraso o prazo de 101 dias, que representa o tempo em que o Ministério de Minas e Energia demorou para fazer a concessão da outorga. O pleito da empresa era de que fossem excluídos sete meses do período de atraso.
A revisão da decisão da Aneel ocorreu por três votos a dois. Votaram a favor do pleito do Bertin os diretores Julião Coelho, Edvaldo Santana e André Pepitone. O diretor-geral da agência, Nelson Hübner, e o diretor Romeu Rufino, mantiveram o voto anterior para que esse prazo não fosse excluído do período de atraso.

Fiesp prevê para 2º semestre medidas para a indústria


SÃO PAULO - O conjunto de medidas em estudo pelo governo Dilma Rousseff com o objetivo de diminuir os impactos da apreciação cambial sobre a atividade da indústria só deve ser lançado a partir do segundo semestre, quando o governo deverá começar a se preocupar menos com a inflação. A previsão é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini.
De acordo com ele, a entidade tem acompanhado os estudos e as negociações em torno das medidas. Entretanto, disse, "a discussão estava mais acesa 60 dias atrás do que está hoje". Isso, de acordo com Francini, porque de lá para cá entrou no radar do governo a preocupação em conter a inflação. "Todas as medidas esbarram na cautela com a inflação, e ainda tem a questão fiscal", lamentou.
O conjunto de medidas, segundo afirmou no começo deste mês o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, deverá incluir desonerações e pesados incentivos à inovação e aos investimentos, além do reforço nas linhas de financiamento para a exportação. Mas a avaliação de Francini é de que, enquanto o foco da equipe econômica estiver na inflação, as medidas não sairão. "Eu acho que as discussões voltarão a campo só a partir do segundo semestre. É o mais propício", explicou, acrescentando que quando isso acontecer o ministro Pimentel poderá anunciar medidas como proteção à indústria e antidumping.
Apesar de estar vendo as discussões se transferirem para a segunda metade do ano, Francini disse não estar cético quanto ao resultado que poderá sair dos estudos em andamento pelo governo. Quanto à possível dificuldade de alguns setores da indústria em cumprir parte do pacote, que prevê investimentos em inovação, o diretor da Fiesp afirmou não ver grandes problemas. De acordo com ele, na questão de compra de máquinas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua aberto para fazer os financiamentos necessários e o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) foi renovado.
"A questão da competitividade, sim, é um grande problema por conta do câmbio", disse Francini, para quem as medidas de restrição à entrada de capital externo no Brasil, como a tributação via Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), levaram os dólares a passarem a entrar no País disfarçados de Investimento Estrangeiro Direto (IED), mantendo o câmbio apreciado e favorecendo o ingresso de produtos importados em território nacional. 

Senado aprova repasse de R$55 bi ao BNDES


BRASÍLIA, 29 DE JUNHO - O Senado aprovou medida provisória que autoriza a União a conceder crédito de 55 bilhões de reais ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta quarta-feira. A matéria segue à sanção presidencial.
A medida aprovada pelos senadores, voltada a empréstimos para aquisição de bens de capital, produção de bens de consumo para exportação e a projetos de inovação tecnológica, entre outros, também amplia o limite global das subvenções econômicas do banco para 208 bilhões de reais nas operações contratadas até 30 de junho de 2012, prazo prorrogado.
Para cobrir o crédito ao BNDES, a MP autoriza a União a emitir títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal, mas fica a cargo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a definição dos detalhes dessa operação.
A matéria foi aprovada por 38 votos a 15, mas recebeu críticas porque o governo terá de arcar com as diferenças entre as taxas de juros praticadas pelo mercado e a definida na subvenção da União. Os juros de empréstimos do BNDES são subsidiados, e, portanto, mais baixos.
"Esse é um ponto essencial porque trata-se de transferência do setor público para o setor privado, privilegiando alguns em detrimento do crescimento econômico do país de forma sustentada", afirmou o líder do PSDB na Casa, Alvaro Dias (PR). "O BNDES deveria retirar o 's', porque ele deixou de ser banco social. Ele passou a ser um grande banco de fomento, privilegiando grandes empresários com recursos públicos."
O relator Lindbergh Farias (PT-RJ), no entanto, disse que é preciso aumentar o investimento no país. "Isso é estratégico."
"Esse investimento em crescimento tem um papel na discussão da luta contra a inflação... com esses investimentos, nós estamos aumentando a oferta de bens", afirmou.
O pagamento da equalização depende de comprovação de que os recursos foram aplicados de forma regular e de apresentação de declaração de responsabilidade pelo BNDES.
A medida também determina que o BNDES envie ao Congresso relatórios trimestrais com os detalhes das operações contratadas.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello) 

Copersucar pode movimentar R$2,7 bilhões em maior IPO do ano

SÃO PAULO - A companhia de açúcar e álcool Copersucar pode movimentar 2,7 bilhões de reais na maior oferta pública inicial de ações realizada no ano até agora, segundo termos da operação divulgados nesta quinta-feira.
A companhia fez em maio o pedido de registro da operação que prevê ofertas primária --em que os recursos obtidos com as novas ações vão para o caixa da empresa-- e secundária --com o dinheiro destinado aos acionistas vendedores.
A oferta primária envolve 86.486.486 ações ordinárias e a secundária, 21.621.621 papéis. A faixa de preço estimada pelos coordenadores da operação foi definida entre 14,50 e 18,50 reais.
A operação ainda prevê ofertas de lote suplementar de até 16.216.216 ações e adicional de 21.621.621 papéis.
Considerando o exercício integral de todos os lotes de ações ao valor máximo definido na faixa de preço, a operação pode movimentar cerca de 2,7 bilhões de reais.
A operação pode superar em muito o IPO da Queiroz Galvão Exploração e Produção, que em fevereiro fez um IPO que movimentou 1,52 bilhão de reais, e o do Magazine Luiza, com 925,8 milhões de reais.
Além da Copersucar, que cujos papéis serão negociados na Bovespa no segmento Novo Mercado pelo código "COPR3", estão listadas no segmento de açúcar e álcool da bolsa paulista a Cosan, a São Martinho e a Usina Costa Pinto.
O período de reserva para investidores interessados no IPO da Copersucar começa em 7 de julho e se encerra no dia 18 do mesmo mês. A definição do preço por papel ocorre em 19 de julho e os negócios com as ações da companhia começam em 21 de julho.
A Copersucar, que foi uma cooperativa até 2008, tornou-se uma companhia que negocia açúcar e etanol, e atualmente conta com cerca de 40 usinas associadas que participam da operação como acionistas vendedores.
A oferta é coordenada pelos bancos Itaú BBA (líder), Bank of America Merrill Lynch, Credit Suisse e Goldman Sachs.
(Por Alberto Alerigi Jr.)