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sexta-feira, 29 de julho de 2011

BNDES libera R$ 445,7 mi para 8 parques eólicos no RS

RIO - A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 445,7 milhões para a construção de oito parques eólicos no Rio Grande do Sul. Juntas, as usinas terão capacidade instalada de 150 megawatts (MW) e consumirão um investimento total de R$ 725,2 milhões. Todas as unidades estarão em operação comercial até 2013, gerando cerca de 2,3 mil empregos diretos e indiretos, informou a nota do BNDES.

Os tomadores dos financiamentos são três Sociedades de Propósito Específico (SPEs): Parques Eólicos Palmares S/A (R$ 153,6 milhões); Ventos da Lagoa S/A (R$ 150,8 milhões) e Ventos do Litoral Energia S/A (R$ 141,2 milhões).
O BNDES também fez um balanço de suas aprovações nesse segmento de geração de energia nos últimos anos. Desde 2005, o banco já aprovou financiamentos de R$ 4,5 bilhões para investimentos em usinas eólicas, que respondem por uma capacidade instalada de 1.520 MW. O banco tem ainda outros R$ 4,2 bilhões referentes a novos projetos para o setor eólico.

Estímulo ao etanol virá em 2 MPs e deve ter desoneração--fonte

BRASÍLIA - As ações que o governo do Brasil prepara para incentivar a produção e a estocagem de etanol incluem desoneração de tributos e serão lançadas por meio de duas Medidas Provisórias (MPs), disse à Reuters uma fonte que trabalha na formulação das medidas.

O país enfrenta um cenário de oferta apertada do combustível na temporada 2011/12 devido a uma quebra de safra de cana por conta do tempo desfavorável e investimentos insuficientes nos canaviais nos últimos anos.
Na noite de quarta-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o governo, por enquanto, não mudará a mistura de etanol anidro à gasolina --hoje fixada em 25 por cento-- mas prepara um conjunto de "bondades" para incentivar a produção de etanol.
Uma redução da mistura de etanol na gasolina poderia elevar a oferta do biocombustível, mas forçaria a Petrobras a ampliar suas importações. As medidas do governo têm como pano de fundo uma preocupação com a alta de preços do etanol e o seu impacto na inflação.
A primeira MP com incentivo ao setor alcooleiro deve sair nos próximos dias e tratará do financiamento à estocagem de etanol, com melhores condições de juros e prazos, disse a fonte, que pediu anonimato.
Os agentes financeiros dessas linhas serão o BNDES e o Banco do Brasil.
A segunda MP, que deve ser publicada posteriormente, terá estímulos ao aumento da produção de cana-de-açúcar.
"Essa MP terá estímulos tributários e financiamentos em condições interessantes para ampliar a produção", disse a fonte.
Ao anunciar o Plano Safra 2011/12, o governo já havia sinalizado com um plano para incentivar a renovação dos canaviais.
O foco da segunda MP, ressaltou a fonte, não é a ampliação da capacidade das usinas, mas o aumento da produção da cana.
Segundo esse técnico do governo, hoje as usinas brasileiras moem cerca de 600 milhões de toneladas de cana por ano e a capacidade é de 800 milhões de toneladas por ano.
Assim, é possível aumentar a moagem em 200 milhões de toneladas anuais sem investir em usinas.
(Edição de Roberto Samora) 

BNDES está alinhado ao combate à inflação, diz estudo

No trabalho, os economistas também chamam a atenção para a previsão de queda real de até 5,6% nos desembolsos do BNDES este ano, em relação a 2010 


RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta quinta-feira, 28, um estudo que aponta seu papel complementar ao do Banco Central (BC). O trabalho "O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada", dos profissionais da área de pesquisas econômicas do banco Fernando Puga e Gilberto Borça Jr, aponta a redução da participação do crédito do BNDES no estoque total da economia em meados de 2010, antes da retomada da trajetória de alta dos juros básicos pelo BC, como um componente em favor do conjunto de medidas macroprudenciais para combater a inflação.
O trabalho aponta que, entre novembro do ano passado e junho deste ano, a participação do crédito livre no estoque total subiu de 11,2 pontos porcentuais para 11,9 pontos porcentuais. Já a contribuição dos repasses diretos do BNDES caiu 2,4 pontos porcentuais no período, respondendo em junho por 3,7 pontos porcentuais do estoque total de crédito de 20%.
"Com isso, o BNDES vem não apenas continuando a exercer seu papel anticíclico no mercado de crédito, mas também auxiliando o BC em seu objetivo de fazer com que o crédito total da economia cresça a bases mais prudentes", diz o texto.
No trabalho, os economistas também chamam a atenção para a previsão de queda real de até 5,6% nos desembolsos do BNDES este ano, em relação a 2010 e, a maior concentração do crédito do banco em 2011 entre pequenas e médias empresas, cujo impacto gerador de empregos e de oferta de produtos na economia no médio e longo prazos é maior. O estudo sustenta ainda que essa variação do desembolso do banco é inferior ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) potencial de 4,6%, o que, para o BNDES, é uma contribuição direta para a política de metas de inflação.
"O orçamento do banco mostra que, antes mesmo da adoção pela autoridade monetária de políticas voltadas à desaceleração do crédito, as operações do BNDES já vinham apresentando menor dinamismo. O banco tem exercido impacto contracionista sobre a demanda agregada vis-à-vis o crescimento do PIB potencial. Em suma, a instituição está alinhada com a política de combate à inflação", conclui o trabalho.
Não é o que pensam economistas críticos da atual política do banco. O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nobrega, por exemplo, afirmou em declaração recente que, ao conceder grandes volumes de empréstimos a empresas remunerados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano, o BNDES obriga o Banco Central a elevar ainda mais a taxa básica de juros da economia (Selic), que já é superior ao dobro da praticada pelo BNDES: 12,5% ao ano. Ele também questiona a legitimidade dos repasses do Tesouro para o banco sem passar pelo orçamento, o que na prática concederia subsídios às empresas tomadoras sem respaldo político.