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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Governo apoiará aumento dos investimentos em etanol, diz Coutinho

Segundo ele, o BNDES financiou R$ 7,6 bilhões em projetos do setor em 2010, mas não tem nenhuma estimativa sobre quanto deve ser emprestado em 2011 pelo banco oficial

SÃO PAULO - O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que não faltará por parte do governo federal todo o apoio para  aumento dos investimentos do setor de açúcar e álcool nos próximos anos. Segundo ele, o BNDES financiou R$ 7,6 bilhões em projetos do setor em 2010, mas não tem nenhuma estimativa sobre quanto deve ser emprestado em 2011 pelo banco oficial. Coutinho fez os comentários na abertura do Ethanol Summit, que ocorre hoje em São Paulo.
De acordo com ele, o Brasil tem amplas condições de assumir o processo de desenvolvimento do etanol de segunda geração. Na sua visão, a crise financeira internacional retardou os investimentos do setor produtor de açúcar e álcool em 2009 e 2010. Contudo, ele ressaltou que as empresas desse segmento produtivo precisam ampliar os recursos dedicados à ampliação da Formação Bruta de Capital Fixo.
"É  preciso ampliar e expandir a produção de cana, renovar os canaviais e partir para uma nova geração de projetos para que possam dobrar até 2020 a capacidade do setor brasileiro de etanol e açúcar", disse.
Capacidade dobrada
Coutinho afirmou que o setor produtor de álcool e açúcar precisa partir para uma nova geração de projetos a fim de dobrar até 2020 a capacidade de produção. "Temos total condições de assumir o processo de desenvolvimento do etanol de segunda geração", afirmou, destacando que o governo federal dará todo o apoio técnico e financeiro para que o Brasil continue na vanguarda mundial do processo tecnológico de produção do combustível. Coutinho fez os comentários na abertura do Ethanol Summit, que ocorre hoje em São Paulo.

Etanol precisa restabelecer competitividade sobre gasolina, diz Jank

De acordo com o presidente da Unica, desde 2006 a gasolina permanece praticamente estável enquanto os preços do etanol são voláteis e oscilam de acordo com a oferta e demanda

SÃO PAULO - O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, ressaltou hoje, durante abertura do Ethanol Summit, que é preciso restabelecer a competitividade do etanol combustível em relação ao preço da gasolina, que é administrado pelo governo. De acordo com ele, desde 2006 a gasolina permanece praticamente estável enquanto os preços do etanol são voláteis e oscilam de acordo com a oferta e demanda.
Jank recordou que durante os últimos cinco anos os preços do etanol hidratado ficaram competitivos praticamente todo o período em relação à gasolina. Segundo ele, foi apenas a partir de 2008, quando os preços do etanol caíram abaixo do custo de produção do setor, que as usinas buscaram equilibrar seus ganhos com a produção de açúcar.
"Sem o etanol, o consumidor brasileiro teria gasto R$ 20 bilhões a mais com a utilização de gasolina desde os anos 70", disse. O presidente da Unica salientou também que, agora, além do etanol, do açúcar, e da cogeração, o setor parte para outros desafios, com investimentos em outros segmentos, como o bioplástico e produtos de biohidrocarbonetos produzidos a partir da cana, além do biobutanol e do etanol de segunda geração.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou, em seu discurso de abertura, que o banco está pronto para apostar nos investimentos do setor em novos produtos químicos.