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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fibria estuda ingressar no segmento de bioenergia

'De forma complementar estudamos a produção de pellets, a produção de biocombustíveis e a geração de bionergia', afirmou o presidente da empresa


SÃO PAULO - O novo presidente da Fibria, Marcelo Castelli afirmou que a companhia estuda ingressar em áreas complementares à atividade de produção de celulose. Uma das oportunidades em vista é o segmento de bioenergia, a exemplo de sua principal concorrente, a Suzano Papel e Celulose. "De forma complementar estudamos a produção de pellets, a produção de biocombustíveis e a geração de bionergia", afirmou o executivo em coletiva de imprensa encerrada há pouco.
Embora demonstre interesse em outras formas de aproveitamento do eucalipto, o executivo disse que não há decisão tomada até o momento. Ele citou, como exemplo, a possibilidade da Fibria ingressar no mercado de pellets. De acordo com Castelli, a companhia tem sido procurada por outras empresas para que ingresse nesse segmento. Contudo, a visão da Fibria é de que esse mercado ainda não está suficientemente maduro, fortemente dependente de subsídios dos governos, especialmente na Europa. "Esse é o momento de analisar, mas talvez não de entrar. O mercado precisa se tornar um pouco mais regulado", explicou.
Caso opte por ingressar no mercado de bioenergia, a companhia já dispõe, inclusive, de uma base florestal que poderia ser usada para esta finalidade. Trata-se do projeto Losango, localizado no Rio Grande do Sul, que já tem 58 mil hectares de eucaliptos plantados em uma área total pouco superior a 100 mil hectares.
Segundo Castelli, inicialmente esse projeto seria vendido pela companhia dentro de processo de reestruturação após a fusão entre VCP e Aracruz, que resultou na Fibria. Porém, diante da procura do mercado por bionergia, a estratégia de venda pode ser descartada. "A decisão estratégica sobre o ativo será tomada em setembro deste ano. Temos intenção de vender o ativo, mas antes de perseguir isso, vamos perseguir a geração de caixa", afirmou, cogitando que a companhia pode fazer parcerias no segmento de bioenergia. Castelli descartou, porém, a possibilidade da Fibria se associar a Suzano para investir em bionergia.

Fibria vê investimento de R$15 bi para dobrar produção até 2025

 

SÃO PAULO - A Fibria, maior produtora mundial de celulose de fibra curta, estima investimentos de cerca de 15 bilhões de reais para praticamente dobrar sua capacidade de produção até 2025.
Atualmente, a empresa tem capacidade de produção de 5,25 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano, e a meta é alcançar 10 milhões de toneladas, afirmou nesta sexta-feira o novo presidente da Fibria, Marcelo Castelli.
De acordo com o executivo, os investimentos seriam feitos em uma nova linha de produção em Três Lagoas (MS), com previsão de entrada de operação em 2014 e, mais adiante, em outras duas, uma no sul da Bahia e outra na cidade de Aracruz (ES).

Petrobras compra 50% de planta de biodiesel no Rio Grande do Sul


SÃO PAULO - A Petrobras informou nesta sexta-feira ter adquirido 50 por cento do capital da produtora de biodiesel BSBIOS Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil, por 200 milhões de reais.
Segundo a Petrobras, a BSBIOS --localizada em Passo Fundo (RS)-- opera uma planta industrial integrada com unidade de extração de óleos vegetais, com produção de 160 milhões de litros de biodiesel por ano.
"Possui privilegiada posição logística tanto na questão de suprimento de grãos quanto de comercialização de biodiesel, encontrando-se ao lado de uma base de distribuição de combustíveis e de um terminal ferroviário para recepção de grãos e expedição de produtos", informou a estatal em nota.
A Petrobras informou que o negócio representa uma ampliação da parceria já existente entre as empresas na Usina de Biodiesel de Marialva (PR), "que associada à parceria ora firmada na Usina de Biodiesel de Passo Fundo (RS) resulta em uma nova sociedade robusta e competitiva na região Sul do país, apropriando-se de importantes sinergias comerciais e operacionais".
A aquisição foi feita por meio da subsidiária integral Petrobras Biocombustível e o valor final do negócio ainda está sujeito à conclusão da "due diligence", acrescentou a estatal petroleira.