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sexta-feira, 11 de março de 2011

BP compra Companhia Nacional de Açúcar e Álcool por US$680 mi

LONDRES - A petrolífera BP vai comprar a produtora brasileira de etanol Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA) por 680 milhões de dólares, ampliando sua presença na indústria de biocombustíveis no país. A operação é considerada a maior já fechada pela área de energias alternativas do grupo britânico.
A BP, que passou os últimos meses reestruturando seu portfólio de ativos enquanto tenta deixar para trás o vazamento de petróleo no Golfo do México, informou nesta sexta-feira que vai comprar uma participação de 83 por cento na CNAA.
O acordo deve aumentar a capacidade produtiva da BP no Brasil para cerca de 1,4 bilhão de litros de etanol equivalente por ano, ante nível atual de 435 milhões de litros, informou a empresa, acrescentando que é a maior transação já realizada pela BP Alternartive Energy.
"Esta aquisição é um marco importante em nossa estratégia de construir uma posição de liderança em biocombustíveis sustentáveis", afirmou Philip New, vice-presidente da BP Biofuels.
(Por Sarah Young)

Bertin reestrutura operação na área de açúcar e etanol

EDUARDO MAGOSSI - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Infinity, braço sucroalcooleiro do grupo Bertin, está fazendo uma reestruturação completa em sua operação, segundo o presidente da empresa, Douglas de Oliveira. As mudanças envolvem a demissão de cerca de 2 mil funcionários, a paralisação das atividades da unidade Cridasa, no Espírito Santo, a alteração societária e a revisão de contratos.
A Infinity também dá os toques finais em uma captação de US$ 30 milhões a US$ 50 milhões, por meio de uma colocação privada de ?uma estrutura específica de dívida de longo prazo?, a ser fechada ainda este mês. A colocação seria utilizada para pré-pagamento de exportações de açúcar e em investimentos no crescimento orgânico da companhia, de acordo com o executivo. O prazo mínimo da colocação é de três anos.
O Grupo Bertin possui 71% da Infinity Bio Energia. Os demais 29% estão nas mãos de credores da empresa, que decidiram se tornar acionistas depois que a companhia pediu a recuperação judicial em 2009. Criada em 2006 pelo executivo Sergio Thompson-Flores, a Infinity foi capitalizada por vários fundos internacionais que, com a crise financeira mundial e com a demora do retorno dos investimentos, abandonaram o projeto. As dívidas da empresa levaram ao pedido de recuperação judicial e à subsequente compra da companhia pelo Bertin, em março de 2010.
De acordo com Oliveira, a reestruturação ocorre no momento em que a Infinity se prepara para ter o primeiro resultado positivo em sua existência. ?Na safra 2011/12, já vamos dobrar a produção de açúcar e elevar a moagem de cana-de-açúcar dos atuais 4,5 milhões para 7 milhões de toneladas?, disse. Embora as seis usinas do grupo tenham capacidade instalada de 9 milhões de toneladas, a Infinity não possui cana disponível suficiente para atingir este potencial.
Oliveira explica que esse é o motivo da paralisação da usina Cridasa, no Espírito Santo. ?As unidades Alcana, Disa, Cridasa e Ibirálcool da Infinity são muito próximas entre si e não há cana suficiente para todas. Elas estavam se canibalizando. Por isso, decidimos paralisar a Cridasa?, disse. Oliveira afirma que, na safra 2011/12, a Infinity produzirá mais com menos funcionários e moendo cana localizada mais próxima das usinas, reduzindo custos de corte.