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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cosan Alimentos quer menos açúcar na receita

EMPRESA QUER DIMINUIR DE 100% PARA 40% PARTICIPAÇÃO DO PRODUTO NOS PRÓXIMOS QUATRO ANOS


A Cosan Alimentos quer reduzir a participação do açúcar de sua receita de atuais 100% para perto de 40% nos próximos quatro anos. A afirmação é do presidente da empresa, Colin Butterfield.
O caminho para a diversificação das operações da Cosan Alimentos já vem sendo construído há alguns anos, mas agora, com a separação da empresa do Grupo Cosan, a partir de primeiro de julho, essa estratégia deverá ser acelerada.
Butterfield explica que a Cosan Alimentos pretende se diversificar procurando oportunidades no setor de bens de consumo alimentícios não perecíveis, principalmente aqueles que fazem parte da cesta básica. Entre os setores mais visados estão a cadeia de trigo, através de bolos e biscoitos e massas, e o setor de café, com o renascimento da marca Café União.
Atualmente, o carro chefe da empresa é o varejo de açúcar refinado, com marcas como Açúcar União e Da Barra que, juntas, possuem mais de 30% de participação do mercado. Segundo o presidente, os setores de café e trigo possuem nichos e produtos ainda não explorados no mercado brasileiro. "Existem muitas áreas no setor de alimentos que não estão sendo atendidas no Brasil e queremos aproveitar essas oportunidades existentes", disse ele, que preferiu não detalhar quais seriam estes nichos. 
O executivo afirmou, contudo, que para atingir a meta de diversificação da empresa, a Cosan Alimentos pode procurar parcerias com outras companhias já consolidadas nos mercados onde pretende entrar.
Potencial
Com a criação da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, as usinas produtoras de açúcar ficaram concentradas na Raízen, o que torna a Cosan Alimentos uma potencial cliente da nova empresa.
"Mas a independência da empresa do Grupo Cosan também dá liberdade para a empresa de ir buscar as matérias-primas no mercado e não apenas na Raízen", afirma Butterfield. Até a criação da Raízen, a originação de açúcar da Cosan Alimentos era praticamente realizada com produto da própria Cosan.
O executivo afirma que a Cosan Alimentos já está conversando com várias empresas para possíveis parcerias. "É mais viável se associar a uma empresa já existente do que criar tudo a partir do zero. Existem empresas muito boas nas áreas que queremos entrar e que criariam uma boa sinergia", disse.
O objetivo, segundo ele, é replicar nessas novas áreas a liderança vertical que a Cosan Alimentos possui no mercado de açúcares. O faturamento da Cosan Alimentos ultrapassou o R$ 1 bilhão no último ano fiscal.
Mesmo no setor de açúcar, a Cosan Alimentos está fortalecendo sua posição em produtos diferenciados, como o União Light, um açúcar que possui a metade das calorias existentes no açúcar normal. Segundo Butterfield, trata-se de um açúcar de poder adoçante maior, o que requer o uso da metade do volume normal, por isso a redução de calorias
Retorno 
Vendido para a empresa Sarah Lee em 2000, a marca Café União deve voltar às prateleiras, depois que o período de 10 anos que a Sarah Lee tinha para utilizar a marca expirou.
O presidente disse que a Cosan Alimentos pode voltar a investir também no mercado de achocolatados e outros itens, mas o foco seria, em um primeiro momento, nos produtos componentes da cesta básica. No início do ano, a empresa vendeu sua linha de achocolatados, gelatinas e mistura para bolos com a marca Da Barra para a Coroa Participações por R$ 25 milhões.

Sócios de um crime?

SE EMPRESTAR R$ 4 BILHÕES A ABÍLIO, O BNDES FARÁ COM QUE TODOS OS BRASILEIROS SEJAM CÚMPLICES DE UMA QUEBRA DE CONTRATO

02 de Julho de 2011 às 06:22

Leonardo Attuch

Há quem garanta que sim, há quem diga que não. Ninguém sabe ao certo se o general De Gaulle disse aquela famosa frase, mas, se não o fez, poderia sussurrar agora do túmulo: “Le Brésil n’est pas un pays sérieux.” A prova está aí diante dos olhos, escancarada. Um banco público, capitalizado com recursos do Tesouro Nacional (“o meu, o seu, o nosso dinheiro”), entra numa operação de R$ 4 bilhões para promover uma quebra de contrato. Na prática, é como se o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, decidisse tornar todos os brasileiros seus cúmplices num crime societário.
Recapitulemos. Em 1999, a Companhia Brasileira de Distribuição, da família Diniz, buscava um sócio para capitalizar o Pão de Açúcar. Fechou um acordo com o grupo francês Casino que, em 2012, prevê a entrega do controle acionário da companhia. É do jogo. Abilio Diniz, empresário talentoso, vendeu sua companhia quando precisou de recursos. Agora, em plena saúde física e corporativa, parece estar arrependido. Bateu às portas de banqueiros tão audaciosos quanto desassombrados, do BTG Pactual, que arquitetaram a operação, e da mamãe BNDES, que, como sempre, colocará o dinheiro.
Argumenta-se que o capilé do banco servirá para manter 40 mil empregos do Carrefour – alvo da cobiça de Diniz, à revelia do seu sócio Casino. Mas quem disse que o Carrefour está indo embora do Brasil? E mesmo que saísse, venderia sua operação para algum outro grupo. O fato é que o economista Luciano Coutinho, no BNDES, tem sido o grande mestre de cerimônias da formação de oligopólios. Suas decisões, sempre embaladas com argumentos nacionalistas, atendem mais aos interesses financeiros (e nunca revelados) de acionistas privados do que ao chamado interesse nacional.
Sem nenhuma transparência, o BNDES já patrocinou o nascimento de uma “supertele” nacional que acabou vendida, em parte, a um grupo português, e também de um megafrigorífico global, que concentrou a atividade pecuária no Brasil. Não há nenhuma evidência de que a formação de mais um monopólio, desta vez no varejo, atenderá aos interesses dos trabalhadores, dos consumidores que fazem compras todas as semanas e das indústrias que hoje dispõem de poucos canais de distribuição para seus produtos.
Já passou da hora de abrir a caixa-preta do BNDES, que, com um dinheiro que é de todos, escolhe alguns poucos vencedores, sem prestar contas a ninguém. Definitivamente, isso não é capitalismo nem coisa de país sério.

Capital verde no mundo

ESTUDO ELABORADO PELA ERNST & YOUNG MOSTRA OS 15 PAÍSES MAIS ATRAENTES PARA INVESTIMENTOS EM ENERGIAS QUE SÃO AMIGAS DO MEIO AMBIENTE; BRASIL É O 12º


A cada três meses a empresa Ernst & Young elabora um relatório sobre quais são os 15 países mais atraentes para se investir em energias renováveis. E pela primeira vez o Brasil entrou no relatório. O país se encontra na 12ª colocação no Ranking. Apesar de eventos que atrapalham muitos investimentos neste setor como o tsunami no Japão e os conflitos no Oriente Médio e no Norte da África, muitos países estão ampliando seus portfólios de energias sustentáveis.
A pesquisa mostra também que mesmo com a crise econômica no continente europeu, muitos países da zona do euro estão em boas colocações no ranking, como Grécia, França e Espanha. Sócio da área de financiamento em projetos da Enerst & Young, Luiz Claudio Campos, comentou sobre os resultados da pesquisa em um comunicado oficial: "Ainda que o fenômeno tenha perdido força na Europa, a necessidade de os países diversificarem suas matrizes energéticas e apresentarem reservas seguras indica um panorama robusto e prolongado para o mercado".
Confira a seguir quais são os 15 países que lideram o ranking atual:
1º China
2º Estados unidos
3º Índia
4º Alemanha
5º Itália
6º Reino Unido
7º França
8º Espanha
9º Canadá
10º Grécia
11º Suécia
12º Brasil
13º Portugal
14º Irlanda
15º Polônia