sexta-feira, 11 de março de 2011

ETH Bioenergia avança em pesquisa com cana

Tecnologia: Um dos projetos estratégicos está sendo tocado com a Braskem na criação de soluções químicas


"A ETH não deixará seu foco em bioenergia. Mas aproveitará as oportunidades de uso da cana", diz Calmanovici
Criada para ser a maior empresa de etanol do país, a ETH Bioenergia, controlada pelo grupo Odebrecht, montou seu próprio departamento de pesquisa e desenvolvimento. Além de aprimorar os processos já existentes de uso dos açúcares da cana, a empresa investe para desenvolver outros produtos que agreguem mais valor ao caldo da cana, que podem ser químicos, fármacos e até alimentícios.
Nessa linha, já está em andamento um projeto, ainda sob segredo industrial, com a petroquímica Braskem, também controlada pela Odebrecht. O primeiro passo foi fazer um mapeamento de todas as oportunidades industriais ainda não exploradas de uso do caldo da cana.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também no projeto, levantou 120 possibilidades de pesquisa. Após diversas filtragens, cinco a seis projetos ficaram para ser estudados mais a fundo. E é justamente nessa fase em que o projeto está, diz o engenheiro químico Carlos Eduardo Calmanovici, diretor do departamento de Inovação e Tecnologia da ETH.
Vindo da própria Braskem, onde trabalhou no desenvolvimento do plástico verde da petroquímica, Calmanovici, não informa sequer qual será o uso final desses "pré-selecionados". Ele conta que para chegar às cinco ou seis oportunidades foram avaliados alguns critérios. Entre eles, os que resultassem em produtos não tóxicos e de rotas igualmente limpas. Ainda, que preferencialmente pudessem substituir itens hoje importados e que, obviamente, tivessem um mercado promissor.
Com esses "candidatos" à mão, Braskem e ETH agora se debruçam nos estudos de viabilidade econômica - investimento e retorno - para bater o martelo. Nem todos os da lista serão executados na parceria com a petroquímica. "A Braskem tem seus interesses, assim como a ETH. Onde eles se convergirem, haverá parceria", diz.
Alguns dos projetos mapeados podem ser desenvolvidos ainda em parceria com outras companhias, que tenham interesses afins, diz Calmanovici. Outras pesquisas já estão em andamento, para avançar nos processos industriais e agrícolas já existentes. Entre eles, o de leveduras (substâncias que levam à fermentação).
Também em parceria com a Unicamp, e em cooperação com outras instituições de pesquisa, o projeto consiste na manipulação de genes das leveduras de forma a intensificar as características positivas, como a de resistência, e isolar as que prejudicam a fermentação.
Com isso, a empresa espera ter mais estabilidade na operação das usinas - que têm condições de clima e solo diferentes - assim como mais controle do processo industrial. "Ao final, teremos, no mínimo, ganhos de 0,5% a 1% na eficiência da fermentação", diz Calmanovici, também presidente da Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras). Esse projeto, que começou há cerca de seis meses, já tem duas patentes registradas por Unicamp e ETH.
Ainda não orçamento definido para o departamento de Inovação, mas a previsão é de que absorva a partir de 2012 de 0,5% a 1% do faturamento da companhia - programado para atingir R$ 4 bilhões. Quando isso acontecer, a ETH estará operando com nove usinas com moagem de 40 milhões de toneladas de cana - nesta safra 2011/12 devem ser processados cerca de 20 milhoes de toneladas.

Cosan Alimentos prepara aquisições

A Cosan Alimentos torna-se uma empresa independente da Cosan a partir de 1º de abril, com planos de expandir seus investimentos para além do açúcar. Passa, também, a ser compradora de empresas no setor de alimentos. "Estamos com muitas candidatas em vista", diz Colin Butterfield, presidente da nova empresa. Essas candidatas, segundo ele, podem estar no segmento de cafés, massas, biscoitos e até suco de frutas. "Nas categorias em que não é possível entrar organicamente, vamos fazer aquisições", afirma.
A Cosan Alimentos, que em 2010 processou 600 mil toneladas de açúcar, vai se chamar, a princípio, Docelar Alimentos e Bebidas. "Queremos ser uma empresa de grandes marcas, como é a marca União. Nosso objetivo é a liderança ou a vice-liderança em todos os mercados em que atuarmos", diz o executivo.

Engenho onde viveu Nabuco é restaurado

Reforma feita por fundação demorou dois anos, custou R$ 500 mil e seguiu descrições de livro do abolicionista

Infância passada na fazenda descortinou para ele a realidade do regime escravocrata que ele viria a combater

MARCELO BORTOLOTI
ENVIADO A CABO DE SANTO AGOSTINHO (PE)

"A escravidão para mim cabe toda em um quadro inesquecido da infância, em uma primeira impressão, que decidiu, estou certo, do emprego ulterior de minha vida."
As palavras do abolicionista Joaquim Nabuco (1849-1910) estão no livro "Minha Formação", de 1900.
Nelas, ele se refere a um episódio que viveu no engenho Massangana, no interior de Pernambuco, onde morou até os oito anos, e cujas casa grande e capela foram recentemente restaurados.
Nabuco estava sentado na entrada do casarão quando um negro desconhecido caiu de joelhos implorando que fosse comprado. Dizia que seu dono o maltratava e que corria risco de vida.
A cena descortinou para Nabuco o regime escravocrata com o qual convivia no engenho sem conhecer sua face mais dolorosa.
Nabuco teve as primeiras impressões do mundo nesta propriedade, onde foi criado pela madrinha, já que seus pais se mudaram para o Rio.

Ali, cresceu entre negros num ambiente em que senhores e escravos conviviam em relação amistosa.
Mais tarde, dedicou a vida a combater esse regime como político, jurista e escritor.
O restauro das edificações, empreendido pela Fundação Joaquim Nabuco, demorou dois anos e custou R$ 500 mil. A obra obedeceu às descrições que o próprio abolicionista fez no livro de 1900.
"Localizamos onde havia janelas na casa e onde foi enterrada a madrinha dele", diz o arquiteto Antônio Montenegro, que coordenou o trabalho de restauro.
Foram colocados móveis da época e uma exposição permanente descreve como era a fazenda e sua rotina. Em fotos e vídeos é possível conhecer um pouco mais da vida e da formação moral de Nabuco.
Mas muita coisa sucumbiu com o tempo. Não existe mais o antigo engenho que moía a cana, a senzala, nem o cemitério onde eram enterrados os escravos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Weg anuncia parceria para fabricação de aerogeradores

A fabricante de motores elétricos Weg anunciou nesta quinta-feira (3/3) que assinou um memorando de entendimento e um acordo de transferência de tecnologia com o Grupo M. Torres Olvega Industrial (MTOI).

O acordo entre a Weg e a MTOI, que desenvolve e fabrica sistemas para processo de automação industrial, resultará na criação de uma joint venture.
A parceria servirá para a fabricação, montagem, instalação e comercialização de aerogeradores e fornecimento de serviços de operação e manutenção, no Brasil.
"A fabricação dos aerogeradores acontecerá inicialmente no parque fabril de Jaraguá do Sul/SC. O projeto deve apresentar suas primeiras unidades ainda esse ano. A previsão é de ter 250 novos colaboradores trabalhando diretamente na fabricação desses equipamentos", afirma o comunicado ao mercado.


Usineiros paulistas usam parentes para ganhar terra em MT

Governo apura suposta divisão ilegal de imóveis rurais em programa de regularização fundiária na Amazônia

Somadas as partes de amigos e familiares, área cadastrada pelo grupo atinge limite superior ao permitido


HÉLIA ARAUJO
DE RIBEIRÃO PRETO

Funcionários e integrantes de uma família de políticos e usineiros do interior paulista se cadastraram no programa federal de regularização fundiária para receber terras em Mato Grosso.
Todos os cadastros tem a mesma indicação de endereço e, segundo o governo, há indícios da divisão da área em diferentes pedaços para driblar limites do programa.
Somadas, as terras pretendidas pelo grupo atingem 1.832 hectares. Somente podem participar do programa, o Terra Legal, áreas com até 1.500 hectares -acima disso, vão a leilão ou voltam ao patrimônio público.
No cadastro, aparecem filhos, sobrinhos e funcionários do prefeito de Pitangueiras (SP), João Batista de Andrade (PSDB), que é usineiro.
Além deles, estão na lista o chefe do escritório da usina da família e um secretário da prefeitura da cidade.
Responsável pelo programa, o Ministério do Desenvolvimento Agrário investiga o caso. O coordenador do programa em MT, Nelson de Barros, afirmou que, numa vistoria prévia feita no local, foram encontrados indícios de fracionamento da terra.
A área, no município de Barra do Garças, é destinada à pecuária extensiva, como é chamada a criação de gado solto no pasto.
"Encontramos vários indícios de fracionamento da terra, como apenas uma casa e vários requerimentos para o mesmo lugar", disse.
Barros afirmou ainda que o fracionamento acontece quando o dono de um grande imóvel, em busca da regularização, divide suas terras em pequenos pedaços e coloca cada um no nome de uma pessoa diferente, que solicita o título ao governo.
O programa avalia os dados do cadastro, mede a área por GPS e emite o papel. No entanto, como não tem obrigação de checar a área em campo, não há como saber se a pessoa estava no local antes da data estipulada pelo programa (final de 2004).
O Terra Legal exige ainda que o posseiro comprove que tira seu sustento exclusivamente da área.
Segundo a assessoria do programa, as terras deveriam ser destinadas principalmente para famílias de baixa renda da região e que vivam da agricultura familiar.
No caso da família Andrade e seus funcionários cadastrados no Terra Legal, todos têm residência fixa em Pitangueiras e não moram ou exercem atividades em MT.
Numa página de relacionamentos na internet, a sobrinha do prefeito exibe fotos de uma viagem aos EUA. Outro sobrinho diz que está em Buenos Aires. Na usina, a secretária do usineiro irmão do prefeito disse que ele está em férias fora do país.
A família controla duas usinas, uma em Pitangueiras e outra em Frutal (MG). A unidade paulista, por exemplo, estima para a atual safra 216 milhões de toneladas de açúcar e 58 milhões de litros de álcool combustível.

Número de bilionários é recorde em 2011, diz Forbes

Os EUA permanecem o país com o maior número de bilionários
O número de bilionários em todo o mundo atingiu o recorde de 1.210 neste ano, segundo a 25ª edição da lista copilada anualmente pela revista americana Forbes, divulgada nesta quarta-feira.
Em 2010 haviam 1.011 bilionários no mundo, de acordo com a Forbes.
A fortuna combinada destes bilionários também é recorde, somando US$ 4,5 trilhões.
Até o ano passado, apenas os Estados Unidos haviam produzido mais de 100 bilionários, mas a lista atual aponta 115 chineses e 101 russos entre os mais ricos.
Mais ricos
Países dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) produziram 108 dos 214 novos nomes que entraram na lista deste ano.
Um em cada quatro bilionários vem destes países. Há cinco anos, a proporção era de um em cada dez bilionários.
O mexicano Carlos Slim manteve pelo segundo ano consecutivo o posto de mais rico do mundo, com fortuna avaliada em US$ 74 bilhões. O gigante do ramo de telecomunicações acumulou US$ 20,5 bilhões apenas em 2010.
O brasileiro aumentou sua fortuna em US$ 3 bilhões em 2010
Em segundo lugar, está o co-fundador da Microsoft, o americano Bill Gates, que perdeu a primeira posição ao doar mais de US$ 30 bilhões para a caridade. Atualmente Gates tem fortuna de US$ 56 bilhões.
O investidor, também americano, Warren Buffett é o terceiro mais rico com US$ 50 bilhões.
O brasileiro Eike Batista manteve a oitava posição com fortuna de US$ 30 bilhões, um aumento de US$ 3 bilhões durante 2010.
O número de mulheres na lista subiu de 89 no ano passado para 102. Os EUA permanecem o país com a maior quantidade de representantes, 413, dez a mais do que em 2010.
O bilionário mais jovem da lista é Dustin Moskovitz, do Facebook, com US$ 2,7 bilhões aos 26 anos de idade. O mais velho é o suíço Walter Haefner, com 100 anos e fortuna de US$ 4 bilhões.

Forbes: Eike Batista é o 8º maior bilionário do mundo

ANNE WARTH - Agencia Estado
SÃO PAULO - O empresário brasileiro Eike Batista, dono de um conglomerado de empresas na área de petróleo, mineração e logística, manteve o oitavo lugar na lista dos maiores bilionários da revista americana Forbes, com um patrimônio líquido de US$ 30 bilhões. O magnata mexicano das telecomunicações Carlos Slim continua a liderar o ranking, com patrimônio líquido de US$ 74 bilhões, US$ 20,5 bilhões a mais que no ano passado. De acordo com a Forbes, com o aumento dos fluxos financeiros da Ásia, o total de bilionários no mundo chegou a 1.210 pessoas, ante 1.011 no ano passado.
Foi a 25ª edição da lista, com recorde no número de bilionários e no total de riqueza (US$ 4,5 trilhões), valor que ultrapassa o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha. O Bric (grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia e China) ficou com 108 dos 214 novos bilionários do ranking.
De acordo com a Forbes, 33% dos bilionários são dos Estados Unidos. Há cinco anos, 50% dos bilionários do ranking eram norte-americanos. A quantidade de bilionários da região da Ásia e do Pacífico superou a da Europa pela primeira vez, subindo de 234 no ano passado para 332 neste ano. Na China, o total de bilionários aumentou de 69 no ano passado para 115 neste ano. "A economia global está se recuperando, mas não em todos os lugares do mundo", disse o editor-chefe da publicação, Steve Forbes. "A lista reflete as extraordinárias mudanças que tomaram conta da economia global".
Em segundo lugar no ranking está o americano Bill Gates, dono da Microsoft, com um patrimônio líquido de US$ 56 bilhões, US$ 3 bilhões a mais que no ano passado. De acordo com a Forbes, Gates se destacou pelas "enormes" doações a entidades filantrópicas ao longo do ano. Em terceiro na lista está o megainvestidor americano Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, com US$ 50 bilhões, e em quarto vem o francês Bernard Arnault, dono do Grupo Louis Vuitton, com US$ 41 bilhões.

BNDES empresta 391% mais em 5 anos e supera em três vezes o Banco Mundial

No ano passado, banco de fomento concedeu US$ 96,32 bilhões em empréstimos, enquanto o Banco Mundial emprestou US$ 28,85 bilhões
10 de março de 2011 | 0h 00

Ricardo Leopoldo - O Estado de S.Paulo
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) empresta hoje o triplo do Banco Mundial (Bird). No ano passado, o banco brasileiro concedeu US$ 96,32 bilhões em empréstimos, valor 3,33 vezes superior aos US$ 28,85 bilhões do Bird.
Com a crise global, os bancos estatais e as instituições financeiras multilaterais aumentaram sua participação na economia. O ritmo do banco brasileiro, no entanto, foi bem superior ao do Bird. Entre 2005 e 2010, os empréstimos do BNDES cresceram 391% em dólares, enquanto os do Bird avançaram 196%.
Vale ressaltar, no entanto, que mesmo cinco anos atrás o banco brasileiro já emprestava mais do que o Banco Mundial. Em 2005, o BNDES concedeu US$ 19,6 bilhões em empréstimos, o dobro dos US$ 9,72 bilhões do Bird.
O governo brasileiro estima uma queda nos desembolsos do BNDES em 2011 para US$ 82,86 bilhões (ou R$ 145 bilhões). Ao contrário da época de crise, a economia hoje está aquecida e a equipe econômica tenta conter a inflação. Ainda assim, o Tesouro anunciou na última quinta-feira um novo empréstimo de R$ 55 bilhões para o BNDES este ano.
De acordo com o chefe do departamento econômico do BNDES, Fernando Puga, o avanço dos financiamentos concedidos pelo banco está diretamente relacionado ao crescimento da economia brasileira. Em 2010, o Brasil se tornou a sétima economia do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) que cresceu 7,5% e atingiu R$ 3,6 trilhões.
Puga destaca que os investimentos no País cresceram com a colaboração do BNDES. Os investimentos que contaram com a participação do banco oficial chegaram a R$ 987 bilhões entre 2006 e 2009.
Esse montante deve subir, segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, para R$ 1,6 trilhão até 2014. "A concessão de empréstimos pelo BNDES, que atende a todos os setores, ocorre com controle, o que gerou um nível de inadimplência de 0,2% em 2010 e 2009", disse Puga.
Subsídios. Os especialistas, no entanto, divergem sobre o impacto do crescimento do BNDES para a economia. Enquanto alguns ressaltam o estímulo aos investimentos, outros criticam o custo fiscal para os contribuintes e a restrição imposta à política monetária.
Desde 2008, incluindo o novo empréstimo anunciado na semana passada, o Tesouro repassou R$ 291 bilhões ao BNDES para garantir o crescimento dos seus desembolsos. Há um subsídio embutido nesses empréstimos, porque o Tesouro capta o dinheiro pagando a taxa Selic (11,75%), enquanto o BNDES empresta cobrando TJLP (6%).
O governo nunca divulgou o valor desse subsídio. Cálculo feito pelo pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida, aponto que a conta para os contribuintes brasileiros está em torno de R$ 20 bilhões por ano.
Para o professor da PUC-RJ, José Márcio Camargo, "há uma apropriação de recursos da sociedade pelos empresários que tomam empréstimos no BNDES". Outro problema apontado pelos economistas é que, ao garantir o crescimento do investimento via BNDES, o governo torna mais dura a tarefa do BC de desaquecer a economia.
Já o professor da Unicamp Fernando Sarti ressalta que, sem o BNDES para atuar em projetos de longo prazo, a taxa de investimento do País seria bem menor. "Quem investe em estradas, rodovias e hidrelétricas no Brasil se não tiver a participação do BNDES? Poucos", diz.

terça-feira, 8 de março de 2011

Sermatec Zanini fabrica a maior caldeira do mundo para o setor sucroenergético




Quem passou por Sertãozinho-SP, no último dia 23 p.p. se deparou com uma cena de encher os olhos de orgulho.  Com destino a Brejo Alegre,SP, era transportado o Tubulão de Vapor da maior caldeira do mundo para queima de bagaço de cana, pesando aproximadamente 110 toneladas e 30 metros de comprimento. A maior caldeira  do setor sucroenergético com capacidade de 380 toneladas de vapor hora, pressão de 100 bar e temperatura de 535 °C será instalada na unidade Revati II que pertence ao Grupo Renuka do Brasil.


 “Poucas empresas na América Latina tem capacidade e competência para fabricar com a devida qualidade um equipamento desse porte. Tradição e experiência na fabricação são fatores críticos que devem ser considerados na aquisição de caldeiras.” afirma  o engenheiro Guilherme Antoneli, gerente de engenharia de caldeiras da Sermatec Zanini®.


Sermatec Zanini
Mais de 500 Caldeiras em operação




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Trilhos aproximam São Martinho e Rumo

Logística: Companhias fecham contrato de 10 anos para escoar 2 milhões de toneladas de açúcar até Santos

Mônica Scaramuzzo e Ivo Ribeiro | De São Paulo
18/01/2011
Anna Carolina Negri/Valor



Júlio Fontana, presidente da Rumo Logística: "Investimentos em coberturas nos terminais do porto de Santos vão permitir o escoamento contínuo de açúcar"
A Rumo Logística, braço logístico da Cosan, e o grupo São Martinho, um dos maiores produtores sucroalcooleiros do país, fecharam um contrato de longo prazo, por dez anos, que prevê serviços em armazenagem, transbordo e transporte de açúcar entre as duas empresas.

As duas companhias já tinham selado um acordo em janeiro do ano passado, no qual a Rumo começou a fazer o transporte ferroviário de açúcar de uma das usinas do grupo, instalada em Pradópolis (SP). Com o sucesso dessa primeira fase, as duas empresas resolveram ampliar essa parceria, que entra em vigor na safra 2011/12, a partir de abril, e se estende até o ciclo 2019/20. As empresas não divulgaram o valor do contrato para o escoamento da commodity.

O grupo São Martinho vai investir R$ 30 milhões para a construção em sua usina de Pradópolis de um armazém com capacidade para 60 mil toneladas de açúcar, além da modernização do ramal ferroviário de acesso à fábrica, o que garantirá uma capacidade de transbordo para a ferrovia de até 2 milhões de toneladas de açúcar por ano - dos quais até 650 mil toneladas são produzidas pela própria usina.

A partir do ano que vem, quando se inicia a safra 2012/13, a Rumo e o São Martinho passam a fornecer armazenagem a terceiros, o que deverá gerar um desgargalamento às usinas da região, que movimentam um volume entre 4,5 milhões a 5 milhões de toneladas de açúcar por ciclo de cana até o porto de Santos.

"Com a ampliação desse acordo, passamos a ter outro horizonte de negociação entre as duas empresas", afirmou ao Valor Júlio Fontana Neto, presidente da Rumo Logística. Os projetos da Rumo preveem escoamento de 11 milhões a 12 milhões de toneladas de açúcar nos próximos anos. Atualmente, o total movimentado gira em torno de 5,5 milhões de toneladas.

Segundo Fábio Venturelli, CEO da São Martinho, em 2010, quando as empresas começaram a trabalhar juntas, o escoamento de açúcar originado pelo grupo sucroalcooleiro pela Rumo foi de 800 mil toneladas. "Isso ocorreu sem nenhum investimento, só com a nossa infraestrutura."

Por meio dessa parceria, a São Martinho garantirá o escoamento de sua produção de forma competitiva e poderá fazer a contratação de capacidade estática de armazenagem no terminal da Rumo no Porto de Santos, em volumes e condições a serem definidas a cada ano-safra. A expectativa é de que o retorno desses investimentos sejam pagos em menos de cinco anos.

A unidade de Pradópolis da São Martinho, sozinha, é considerada a maior do país em moagem de cana, com 8,2 milhões de toneladas por safra. A produção de açúcar dessa unidade é de 650 mil toneladas, de um total de 880 mil previstas para 2010/11, que se encerra em março. Desse total, somente 50 mil toneladas de açúcar do grupo são negociadas no mercado interno.

Venturelli lembra que os investimentos do grupo vão permitir a retirada de caminhões das rodovias. Considerando os 2 milhões de toneladas escoados por ano pela malha ferroviária, são 42 mil viagens de caminhão que deixam de ser feitas. "Haverá uma economia na movimentação de fluxo de carga na região onde a usina está instalada."

Segundo Fontana, as usinas do grupo Cosan (um total de 23) ainda são os principais clientes da Rumo Logística. Mas se considerar o contrato fechado com a São Martinho, o grupo torna-se o maior contrato de uma companhia independente.
O açúcar é o principal produto agrícola escoado no porto de Santos, seguido pelos grãos - soja e farelo, sobretudo.

Fonte: Valor Online