segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Exportações de açúcar já rendem US$ 11,1 bi


Apenas três dos principais produtos da balança comercial do agronegócio já trouxeram US$ 38 bilhões para o país no período de janeiro a novembro deste ano.
Os produtos são soja, açúcar e carnes. Se somado o café, o valor sobe para US$ 42 bilhões no mesmo período.
A liderança, como sempre, fica com o complexo soja, cujas receitas estão em US$ 16,4 bilhões, somando-se as exportações em grãos, de farelo e de óleo.
A principal evolução do ano, no entanto, fica com o açúcar. Nos 11 primeiros meses deste ano, as exportações somaram US$ 11,1 bilhões, com evolução de 48% em relação a igual período do ano passado.
Demanda externa forte e oferta mundial menor empurraram o açúcar para valores superiores a US$ 0,30 por libra-peso (454 gramas) em Nova York.
Outro setor de destaque é o de carnes. O volume das exportações das carnes "in natura" caíram em novembro, mas os preços médios do produto continuam em alta.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento registram receitas de US$ 10 bilhões até novembro, 24% acima das obtidas no mesmo período de 2009.
A carne de frango, ao somar US$ 5,3 bilhões, lidera o setor, seguida dos US$ 3,6 bilhões das carnes bovinas "in natura". Já as vendas externas de carne suína renderam US$ 1,1 bilhão.
A soja, embora ainda seja o principal produto das exportações do agronegócio brasileiro, não manteve o mesmo ritmo do ano passado. As receitas deste ano, ao somarem US$ 16,4 bilhões, ficaram 1,2% inferiores às de igual período de 2009.
O quarto produto da lista, o café, deve trazer receitas recordes para o país neste ano.
A escassez de oferta em vários países produtores colocou o Brasil como um dos poucos fornecedores mundiais. As receitas acumuladas até novembro somam US$ 4,5 bilhões.
Fonte: Folha On Line

Rhodia investirá R$ 1 bilhão em energia até 2015



Parte do investimento a empresa buscará com parceiros estratégicos e instituições de fomento
A Rhodia anunciou na quarta-feira (1/12) o primeiro de um total de 20 projetos de geração de energia por biomassa que planeja desenvolver no Brasil até 2015.
Nos próximos cinco anos, o grupo químico francês vai investir R$ 1 bilhão, sendo R$ 500 milhões próprios e o restante a empresa buscará com parceiros estratégicos e instituições de fomento, segundo Elder Martini, vice-presidente da Rhodia Energy para a América Latina.
Em parceria com a usina Paraíso Bionergia, localizada em Brotas (SP), a Rhodia vai construir e operar a primeira unidade de cogeração, cuja capacidade instalada será de 70 megawatts (MW) - o suficiente para abastecer a usina sucroalcooleira e mais 200 mil residências.
De acordo com Martini, o investimento será de R$ 160 milhões para a construção de duas caldeiras e a instalação das turbinas. A unidade deverá entrar em operação em maio de 2012.
"Iniciamos contato com possíveis clientes e vamos participar de leilões de energia realizados pelo governo", diz.
Para se ter uma ideia da receita esperada com a iniciativa, no último leilão de biomassa, realizado em agosto, o preço da energia variou de R$ 52,69 por MWh a R$ 60,04 por MWh.
Bagaço e vinhaça
Na parceria com a usina Paraíso, a matéria-prima usada será o bagaço da cana, mas há negociações para que, em outras unidades, seja utilizada a vinhaça (resíduo líquido da cana).
De acordo com Dario Costa Gaeta, presidente da Paraíso Bionergia, a atual capacidade instalada da usina é de 2 milhões de toneladas de moagem por ano. Mas até o início da operação da unidade de cogeração de energia passará para 2,5 milhões.
"Deste montante, será possível retirar 500 mil toneladas por ano de bagaço", informa. Segundo Elder Martini, a Rhodia já está em negociação para estruturar os outros 19 projetos.
Fonte: Brasil Econômico.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Presidente do BNDES vê anos difíceis para indústria



 
Coutinho afirmou que hoje o Brasil tem uma perspectiva positiva no cenário global, o que atrai recursos estrangeiros para investimentos
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que prevê um "período difícil" para a indústria de manufatura brasileira nos próximos anos.
No entanto, Coutinho afirmou que algumas das condições podem ser melhoradas.
Ele contou que o governo trabalha na costura de uma segunda etapa da Política de Desenvolvimento Produtivo, que está sendo chamada de PDP 2. Ela pode ser anunciada entre o fim deste ano e início de 2011.
"Ela está bastante detalhada, pendente de entendimentos finais porque existe uma parte das medidas que tem a ver com tratamento tributário a exportações e que precisa ser aperfeiçoada tanto combatendo certos canais de importação que existem hoje quanto buscando aperfeiçoar a incidência de impostos sobre as exportações ou os mecanismos de créditos tributários".
Segundo o economista, o Brasil poderá alcançar uma taxa de juro real de curto prazo compatível com os bons fundamentos da economia, como a relação entre a dívida e o PIB.
"Isso atenuará o custo de capital do lado dos financiamentos privados ou via mercado de capital, e também o câmbio", afirmou.
Coutinho afirmou que o Brasil tem uma perspectiva positiva no cenário global, o que atrai recursos estrangeiros para investimentos e capital de arbitragem.
"Pelo menos esse último poderá ser melhorado (na medida em que for possível baixar juros)", avaliou.
Fonte: Brasil econômico

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

De olho nos investimentos

01/12/2010

Claudio Belli/Valor


Há dois anos com demanda reprimida por novos investimentos, o setor sucroalcooleiro do Brasil precisará de volumosos aportes na próxima década para fazer frente à demanda mundial por etanol e, principalmente, açúcar. Cálculos do banco holandês Rabobank indicam a necessidade de US$ 36 bilhões em investimentos até 2020, segundo a Bloomberg. Em apresentação feita ontem na conferência da Organização Internacional do Açúcar (OIA), em Londres, Andy Duff, especialista em agronegócio da instituição financeira, disse acreditar que as grandes companhias sucroalcooleiras do Brasil terão mais sucesso na obtenção de crédito para financiar seu crescimento mais oportunidades de parcerias com multinacionais.
Fonte:  Valor On Line

Etanol de cana tem novo estímulo nos EUA

Derivado de celulose é insuficiente para cumprir meta de consumo de combustíveis menos poluentes em 2011

Demanda por álcool de cana pode aumentar e ajudar a derrubar a tarifa imposta às importações de etanol


TATIANA FREITAS
DE SÃO PAULO

    O etanol de cana-de-açúcar tem um novo estímulo para ganhar espaço nos Estados Unidos no próximo ano.
    As vendas de etanol no mercado norte-americano devem atingir 52,8 bilhões de litros em 2011, ante 49 bilhões de litros neste ano.
    As diretrizes para o consumo de biocombustíveis foram divulgadas pela EPA (Agência de Proteção     Ambiental dos EUA), que reduziu a participação do etanol celulósico no consumo.
    A medida pode obrigar os americanos a comprar etanol do Brasil e, assim, forçar a extinção ou a redução da tarifa imposta às importações, pois a fatia dos combustíveis avançados no consumo total não foi alterada.
    A EPA determina o consumo de 5,1 bilhões de litros de combustíveis avançados em 2011. Entram nessa classificação combustíveis que reduzam em pelo menos 50% as emissões de gases que provocam o efeito estufa.
    A aposta dos EUA para cumprir essa meta era o etanol celulósico, mas, segundo a EPA, apenas cinco unidades estarão aptas a produzir 25 milhões de litros do produto no ano que vem -volume muito menor do que o alvo original da agência para 2011: 950 milhões de litros.
    O etanol de cana é o grande candidato a substituto. Segundo a própria EPA, ele é capaz de reduzir as emissões em 61%. Já o etanol de milho provoca uma redução de 20% e, portanto, não contribui para a meta de combustíveis avançados.
    Ainda assim, 48 bilhões de litros de etanol de milho serão consumidos em 2011.

OPORTUNIDADE
   "A baixa produção de etanol celulósico nos EUA é uma evidência de que eles vão ter demanda para outros combustíveis avançados, como o etanol de cana", diz Joel Velasco, representante da Unica (União da Indústria de Cana) na América do Norte.
    Para Marcelo Monteiro, analista setorial da Lafis Consultoria, a situação pode ter impacto no debate sobre o fim da tarifa de US$ 0,15 por litro de etanol importado.
    A vigência dessa medida acaba neste ano e, para ser prorrogada, precisa ser aprovada pelo Congresso americano até 31 de dezembro. Até o final do ano, também será votado o aumento de 10% para 15% na mistura de etanol na gasolina, o que pode elevar ainda mais a demanda pelo biocombustível.
    "Pode ser mais um argumento para os parlamentares que são contra a manutenção da tarifa", diz.
Ontem, 17 senadores americanos encaminharam uma carta para os líderes da Casa contra a tarifa e o subsídio de US$ 0,12 por litro pago às refinarias para misturar etanol à gasolina. "Isso dificulta o trabalho do lobby do milho nos EUA", diz Velasco.


Fonte: Folha On Line

Etanol ganhará destaque em conferências sobre o clima

THAÍS MARZOLA ZARA
ESPECIAL PARA A FOLHA 

    O etanol continua ganhando peso na matriz energética mundial.
    Até o dia 10 de dezembro, a experiência brasileira na utilização do combustível será apresentada na Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-16) e no World Climate Summit (WCSC).
    Não há dúvidas sobre a vanguarda brasileira no tema. Segundo Marcos Jank, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), as emissões brasileiras de gases causadores de efeito estufa medidas em 2006 teriam sido 10% maiores não fosse a contribuição do setor sucroenergético.
    Aliás, segundo ele, ao longo dos 35 anos em que o biocombustível tem sido utilizado em larga escala no Brasil, evitou-se a emissão de mais de 600 milhões de toneladas de CO2 e foram gerados ganhos de US$ 240 bilhões em divisas que não foram utilizadas para comprar petróleo.
    Nas conferências, os representantes brasileiros do setor procurarão mostrar as diversas aplicações do combustível, tanto as já em uso no país -veículos leves e frotas de ônibus- como em fase de testes -aviões, motogeradores, máquinas e implementos agrícolas.
    Além do papel crescente do etanol na matriz energética, também se destacará o seu uso em substituição ao petróleo na produção de resinas e plásticos "verdes", que propiciam reduções significativas nas emissões de gases do efeito estufa.
    Também serão apresentadas pesquisas sobre a geração de eletricidade a partir do bagaço e da palha da cana.
    A matéria-prima brasileira apresenta-se como uma oportunidade interessante, ainda mais com a recente perda de interesse dos Estados Unidos por seu programa de etanol celulósico.
    Como a demanda por combustíveis renováveis deve aumentar nos próximos anos, o Brasil poderá se tornar um exportador relevante.
    Para isso, contudo, é preciso investir em infraestrutura e logística para o setor.
    Nesse sentido, já houve, no início de novembro, a assinatura de um termo de compromisso entre seis companhias (Petrobras, Camargo Corrêa, Copersucar, Cosan, OTP e Uniduto) para estabelecer uma empresa para construir e operar um sistema logístico para transporte e armazenagem de líquidos, com ênfase em etanol.
   Mais iniciativas como essa estão a caminho e, no longo prazo, as oportunidades no setor de cana-de-açúcar não devem ser menosprezadas.

Fonte: Folha On Line

UE suspende taxa sobre açúcar do Brasil

Comércio: Tarifa incide sobre cota de 334 mil toneladas; medida gerará ganho de 200 milhões de euros a exportadores

Assis Moreira | De Genebra
01/12/2010

    A União Europeia (UE) decidiu suspender temporariamente a tarifa de importação sobre uma cota de 334 mil toneladas de açúcar procedentes do Brasil. A medida viabilizará vendas de € 200 milhões de produtores brasileiros para o mercado europeu, levando-se em conta a cotação atual.
José Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, braço executivo da UE, assinou a suspensão da alíquota de € 98 por tonelada para vigorar de 1º de dezembro até 31 de agosto do ano que vem, atendendo refinadores europeus que reclamavam da falta de açúcar para continuar suas atividades.
    O Brasil só consegue entrar no protegido mercado europeu por meio da cota ganha como compensação por causa da entrada da Bulgária e Romênia no bloco europeu em 2007. A entrada de ambos fez o Brasil perder aqueles mercados, que tinham alíquotas então bem mais baixas.
No entanto, os produtores brasileiros, sobretudo do Nordeste, não estavam utilizando a cota porque, com a tarifa mesmo baixa em relação à alíquota cheia, o preço pago pela UE não compensava. Agora, a expectativa é de retomada das vendas. "A medida é positiva para estimular a comercialização do açúcar brasileiro na UE", afirmou o embaixador brasileiro na UE, Ricardo Neiva Tavares.
    A delegação brasileira na UE vinha solicitando que Bruxelas eliminasse a tarifa sobre a cota do chamado "açúcar CXL" na linguagem europeia, referindo-se ao plano de compensação. E foi atendida graças também à situação difícil no mercado internacional.
    Na publicação da diretiva no jornal oficial da UE, Bruxelas diz que os preços do açúcar de cana no mercado mundial estão elevados desde o início da campanha de comercialização 2010/11, e que as indicações de Nova York apontam para a persistência de alta.
    A UE prevê em 2010/11 um déficit de 200 mil toneladas para cobrir o consumo. Combinado com déficit já registrado de 600 mil toneladas na temporada passada, a importação seria insuficiente, o que poderia afetar o abastecimento do açúcar e causar mais alta de preços nos 27 países do bloco europeu.
Refinadores europeus, a começar pelos portugueses, fizeram pressões em Bruxelas para eliminar a tarifa de importação sobre a cota brasileira, já que estavam sem açúcar para trabalhar.
    A expectativa é que a suspensão da tarifa seja renovada depois de agosto de 2011. O grupo Czarnikow publicou ontem, em Londres, segundo a agência Bloomberg, projeção de que pelo terceiro ano consecutivo a oferta não cobrirá a demanda global, por causa de problemas meteorológicos que afetaram a oferta dos maiores produtores.
    Espera-se déficit de 2,8 milhões de toneladas para o período que vai até setembro de 2011. A Czarnikow estima que a produção global de cana-de-açúcar cairá 2,4%, para 134,5 milhões de toneladas.
    Para a produção de cana no Centro Sul do Brasil, espera-se uma alta de 23 milhões de toneladas. Assim, os produtores da região poderão de alguma maneira elevar sua fatia já grande no mercado global.
    Enquanto os europeus procuram garantir seu abastecimento, a China também terá produção 'pobre' de açúcar e deverá aumentar a importação. O país é o segundo maior importador mundial.
    Nesse cenário, um plano da UE de aumentar sua cota de exportação em 350 mil toneladas, para totalizar 1 milhão de toneladas, está caindo por terra. Tanto pelo aperto no estoque interno, como pela forte demanda da indústria química e do setor de etanol.
    Lars Hoelgaard, vice-diretor geral de Agricultura da UE, informou em Bruxelas que uma decisão final sobre autorização para exportações adicionais "não tem urgência", já que no momento o que o bloco quer é viabilizar as importações. A Organização Mundial do Comércio (OMC) autoriza os europeus a exportarem só até 1,370 milhão de toneladas, depois que Bruxelas perdeu disputa com o Brasil.

Fonte: Valor On Line

São Martinho bate recorde de moagem


Fabiana Batista | De São Paulo
01/12/2010

Anna Carolina Negri/Valor


 
 
"Nos superamos mais uma vez em processamento de cana e em fabricação de açúcar", afirmou o presidente do grupo São Martinho, Fábio Venturelli
Reconhecida no mercado por seu desempenho operacional, o grupo sucroalcooleiro São Martinho mais uma vez comemora um recorde de moagem na usina batizada com seu nome em Pradópolis (SP), a "menina dos olhos" do grupo. Mesmo com mais um ano de clima adverso - desta vez foi o excesso de seca e não de chuva como no anterior -, a unidade São Martinho, considerada a maior do mundo, moeu nesta temporada 8,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 4,94% maior do que as 8,004 milhões de toneladas processadas na temporada anterior, o recorde anterior.
A performance da unidade industrial representou 64% do produzido pelo grupo, que finalizou no último domingo o processamento de 13,1 milhões de toneladas - 1,6% a mais do que no ciclo 2009/10. Fábio Venturelli, presidente da São Martinho, explica que o diferencial da empresa foi ter um canavial equilibrado (idade da cana cultivada) em tempos em que o segmento sucroalcooleiro como um todo investiu pouco na parte agrícola.
"A seca nos possibilitou avançar na colheita. No entanto, conseguimos administrar os trabalhos de forma a não encontrar canaviais muito jovens", afirma Venturelli.
Ele acredita que, se não fosse a forte seca que assolou todo o Centro-Sul, a moagem da usina São Martinho nesta safra poderia ter atingido 8,5 milhões de toneladas.
Essa é a segunda safra consecutiva em que, mesmo com clima adverso, a usina São Martinho consegue bater recordes de moagem em sua usina. "No ano passado tivemos muita chuva e nesse, muita seca", recorda Venturelli.
Diante da elevada rentabilidade do açúcar, o grupo maximizou a produção da commodity e produziu nesta temporada 24,4% a mais do que na safra passada. Foram 873,4 mil toneladas do produto, das quais 654,4 mil toneladas somente da usina São Martinho. Ao final da safra em todo o Centro-Sul e após a consolidação dos dados de todas as usinas, possivelmente essa será também a maior produção nacional de açúcar de uma única unidade industrial. "Na empresa, já é novamente um recorde. O anterior foi de 702 mil toneladas, na safra passada", diz o executivo. A produção de etanol de todo o grupo foi de 565,4 milhões de litros, queda de 4,8% em relação ao realizado no ciclo anterior.
As outras duas unidades industriais da São Martinho, a Iracema (SP) e a Boa Vista (GO), moeram, juntas, 4,7 milhões de toneladas de cana nesta temporada, em fase final.
Na próxima temporada, a unidade goiana já estará fora da estrutura do grupo São Martinho e incorporada à Nova Fronteira Bioenergia, empresa criada a partir da joint venture com a Petrobras.
As previsões de moagem da próxima temporada ainda não foram fechadas, segundo Venturelli. "Mas teremos um perfil parecido com esse, ou seja, mais açucareiro", adianta Venturelli.

Fonte: Valor On Line

Setor de energia alternativa atrai investimentos



Leoni Ramos e Ricardo Kassardjian, da G.P.I., detectam apetite pelo mercado de energia

Expectativa de rentabilidade das pequenas centrais hidrelétricas atinge 12% ao ano. Aplicação de longo prazo agrada fundos.
A conclusão dos primeiros projetos alternativos de geração de energia que receberam aportes de fundos de participação (ou FIPs) começa a dar aos investidores o gostinho do lucro. Na Infra Asset Management, gestora do grupo G.P.I., a inauguração de cinco pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) até dezembro no Rio Juruena, em Mato Grosso, é motivo de comemoração.
A Infra gere o FIP Energia PCH, que detém a Juruena Participações, responsável pelas cinco usinas, localizadas no rio homônimo.
"O amadurecimento e a prospecção de projetos são um desafio em si", conta Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Collor e presidente da G.P.I. É por isso que fundos do tipo têm prazos dilatados. Por tal razão e pela promessa de retornos polpudos no longo prazo, são capazes de atrair os maiores fundos de pensão como cotistas.
"Ainda sinto muito apetite desses investidores para o mercado de energia", avalia Ricardo Kassardjian, diretor da Infra Asset Management.
Fundos de pensão
Só no FIP Energia PCH, os fundos de pensão detêm um patrimônio de R$ 480 milhões. A maior parte está investida nas PCHs do Rio Juruena, cuja construção contou também com financiamento (na proporção de 72%) do BNDES. Em funcionamento, as cinco vão gerar algo em torno de 100 MW a partir de 2011.
O restante dos recursos foi direcionado ao desenvolvimento de uma usina termelétrica - a Usitesc - na cidade de Treviso, em Santa Catarina, e a mais um grupo de cerca de 15 PCHs também em Mato Grosso. Estando todas em funcionamento, em 2014, o potencial gerador dos empreendimentos do FIP Energia PCH deve beirar os 740 MW.
Também partiu do interesse das fundações a constituição do FIP Brasil Energia, o maior brasileiro do setor, com patrimônio de R$ 1,1 bilhão. Operando desde 2005, o fundo vai colocar em operação, em janeiro, a PCH Rio do Braço, no Rio de Janeiro.
"O interesse cresceu depois do apagão do início da década", explica Bruno Franco, da equipe de gestão do Brasil Energia no BTG Pactual. Assim como as obras do FIP Energia PCH, as desenvolvidas pelo FIP Brasil Energia - e por outros fundos -receberam financiamento do BNDES, além dos Bancos do Nordeste e da Amazônia.
"A possibilidade de retorno no setor é grande", avalia o sócio de infraestrutura do Pátria Investimentos, André Sales. Em 2006, a instituição decidiu investir em energia por meio do Pátria Energia FIP.
Com patrimônio de R$ 317 milhões, a carteira foi criada para levantar recursos para a constituição da Ersa, empresa especializada em energias renováveis que conta também com outros sócios (como o próprio FIP Brasil Energia). Quatro PCHs implementadas pela Ersa entrarão em operação até janeiro. Outras quatro foram inauguradas neste ano e três em 2007 e 2008.
Fonte: Brasil Econômico

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cimpor investirá € 240 mi para elevar produção no Brasil

A empresa ressaltou as boas perspectivas de evolução para o setor de construção no Nordeste

A Cimpor, fabricante portuguesa de cimentos, anunciou que vai investir € 240 milhões nos próximos três anos, para ampliar em 35% a capacidade de produção de suas unidades no Brasil.
Com os investimentos, a produção deve aumentar em 2,3 milhões de toneladas anuais.
De acordo com a empresa, os investimentos vão priorizar a instalação de uma nova linha de produção na unidade em Cezarina (Goiás), ampliando a capacidade em 650 mil toneladas, e a instalação de uma nova unidade em Caxitu (Paraíba).
A linha de produção na Paraíba deve alcançar produção de 1,45 milhões de toneladas de cimento, e será concluída em 2013. A empresa ressaltou as boas perspectivas de evolução para o setor de construção no Nordeste.
A decisão foi reforçada pelo bom desempenho de vendas no país. A receita avançou 18% no terceiro trimestre, ante igual período do ano passado.
Fonte: Brasil Econômico   (redacao@brasileconomico.com.br)